Casamento real

Há uma diferença grande entre fotografar um casamento e deixar que ele aconteça.

Às vezes quase não se nota. Mas sente-se. Sente-se quando ninguém está a pedir para repetir um gesto. Quando o riso é mesmo riso. Quando o abraço acontece antes de alguém pensar na fotografia.

Um casamento não precisa de ser coreografado para ser bonito. Precisa de espaço. Espaço para o nervosismo antes da cerimónia. Para as mãos que tremem ligeiramente. Para a gargalhada inesperada durante o jantar. Para o silêncio que antecede o “sim”. É nesse espaço que trabalhamos. Observamos. Esperamos. Registamos. Sem encenar. Sem controlar. Sem transformar o dia numa sequência de instruções.

O perfeito Imperfeito

Há momentos que são desalinhados. Há expressões que não são “perfeitas”. Há véus que não caem como nas revistas. E ainda bem. Porque é aí que a vida está.

As imagens que ficam não devem parecer um cenário. Devem ter o sabor daquele dia. Devem lembrar o que se sentiu e não apenas o que se viu.

A memória do casamento

No fim, o que queremos é simples:

Que, daqui a anos, quando voltarem a essas fotografias, não vejam uma tendência. Vejam o vosso dia. Tal como foi. Se é isso que procuram, estamos alinhados.